O poema que se segue e a reprodução do quadro que o acompanha ("O Grito" de Edvard Munch) constituem o cenário do vosso trabalho.
- Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes -
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas.
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
Que a um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro...
Mário de Sá-Carneiro, INDÍCIOS DE OIRO